PARABÓLICA #14 | Sparks, Suede, B52’s, Iggy Pop & Spiritualized


Iggy Pop, ao vivo em Paris
Iggy Pop

Teremos hoje uma coluna “diferente”. Para aqueles que não gostam de lives ou já estão cansados de assistir aos mesmos shows, vamos indicar alguns shows interessantes não só pela história das bandas ou por ser difícil de encontrar apresentação com boa qualidade seja de áudio ou de vídeo. Além disso, são shows, em sua maioria, que aconteceram no ano passado, ou seja, bem recentes. Espero que você possa se “encontrar” com algum deles.

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SPARKS | Schwuz, Berlim, Alemanha (2017)

O Sparks é uma inclassificável banda “das antigas” e dispensa apresentações. Foi formada em Los Angeles no final dos anos 60 e tem os irmãos Mael (Ron e Russel) como núcleo central. Possuem uma extensa discografia, com destaque para o álbum Kimono My House (1974), que traz um de seus maiores hits, “This Town Ain’t Big Enough for Both of Us”, que foi popularizada pelos britânicos do Siouxsie and the Banshees em seu álbum de covers. É uma banda citada por muitos artistas como inspiração, mas pouco divulgada ou conhecida. Inclusive lançaram esse ano o álbum “A Strip Drip, Drip, Drip”, resenhado aqui no site. Detalhe, os caras estão na casa dos 70 anos de idade e a plateia também é formada por pessoas com idade mais avançada.


SUEDE | Primavera Sound, Barcelona, Espanha (2019)

O Suede foi formado no finalzinho dos anos 80 mas lançou seus principais álbuns já na década de 90. Seu homônimo álbum de estreia é digno de figurar em qualquer lista de melhores dos anos 90, e mais, o segundo, “Dog Man Star”, mais experimental, não deixa nada a dever. Embora quando se fala em Brit-Pop poucos citem o Suede, é uma das bandas fundamentais para se entender a música feita em solo britânico nos anos 90. Trazemos uma apresentação relativamente curta da banda, mas de excelente qualidade, no Primavera Sound, Festival anual que acontece na cidade de Barcelona. O repertório traz só sucessos e dá mais espaço para canções do álbum “The Blue Hour”, lançado em 2018, que também ganhou resenha aqui no site. Detalhe: Brett Anderson continua sendo um ótimo vocalista e também animador da platéia.


THE B-52’s | Corona Capital, Cidade do México (2019)

Surgida na segunda metade da década de 70 em meio a cena New Wave, os B52’s (nome de um avião de guerra norte-americano criado nos anos 50) foi um dos nomes “obscuros” que se apresentou no primeiro e histórico Rock in Rio, o que ajudou a elevar a sua popularidade por aqui. Com uma discografia que traz alguns dos álbuns fundamentais para entender a New Wave norte-americana, a banda tem no trabalho de vozes dos três vocalistas (Fred Schneider, Cindy Wilson, Kate Pierson) um dos seus pontos fortes. Nessa apresentação na Cidade do México, no Festival chamado Corona Capital (que infeliz coincidência!) eles abrem já com um de seus maiores hits, “Private Idaho”, e finaliza com “Rock Lobster”, outro grande sucesso da carreira do grupo. Detalhe: a banda é de Athens (Georgia), cidade que deu ao mundo outra grande banda, o R.E.M.


IGGY POP | ARTE Concert Festival, Paris (2019)

Iggy Pop é o cara responsável por algumas das apresentações mais viscerais da história da música, seja ao lado dos Stooges (sua primeira banda), seja em carreira solo. Nessa apresentação bastante intimista vemos um Iggy totalmente “sóbrio”, tocando na íntegra o seu soturno álbum “Free”, lançado em 2019. No final, ele toca mais quatro canções de outros álbuns de sua carreira, incluindo “Sister Midnight”, e “Endless Sea”, do ótimo e subestimado New Values, álbum de 1979. Detalhe: é interessante ver o velho iguana com uma postura mais formal e contida, vestido de terno e entre candelabros de cristal e a versão para “Chop Chop Chop”, do Sleaford Mods.


SPIRITUALIZED | Nox Orae, La Tour-de-Peilz, Suiça (2019)

Dezesseis canções e quase 100 minutos de show, esse pode ser o resumo dessa apresentação do Spiritualized, de Jason Pierce, no Festival Nox Orae,que acontece na Suiça. Ao lado de Sonic Boom, Pierce foi os outros %)% dos seminais Spacemen 3, até o duo se separar e cada um formar sua própria banda. Bem, o que se pode dizer sobre essa apresentação é que é uma daquelas imperdíveis e catárticas, como quase todas que já vimos da banda. Pierce leva o show todo sentado e escondido atrás dos óculos escuros, acompanhado por três backing vocals no apoio, para os momentos “gospel” das canções da banda. Detalhe: a qualidade do som é uma nos minutos iniciais e fica mais aberta logo após a segunda canção.

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