KUKL :: Copie o seu Vizinho


Foto da banda islandesa Kukl para a coluna Oceano Sonoro

“A anarquia sonora da banda Kukl abre portas para a música da Islândia”

Kukl foi formada em 1983, quando Ásmundur Jónsson, proprietário do selo islândes Gramm Records, decidiu criar um supergrupo com integrantes de bandas islandesas diversas: Björk (vocalista da Tappi Tíkarrass), Einar Örn (trompetista e vocalista da Purrkur Pillnikk), Einar Arnaldur Melax (tecladista do grupo Medúsa), Birgir Mogensen (baixista da Spilafífl), e mais Sigtryggur Baldursson e Guðlaugur Kristinn Óttarsson, baterista e guitarrista, respectivamente, da banda Þeyr. Nesse mesmo ano, lançaram o single “Söngull”, pela própria Gramm Records.

Em 1984, já pelo selo anarquista inglês Crass Records, apresentaram seu primeiro álbum, “The Eye”, gravado em Londres. São perceptíveis influências do pós-punk inglês (batidas tribais e baixo marcante), com elementos de música industrial e certa atração pela anarquia sonora, além dos duetos vocais de Bjork com Einar em quase todas as canções, algo que se repetiria futuramente.

Um dos destaques de “The Eye” é a versão em inglês de “Söngull” (Dismembered). Nesse mesmo ano, os islandeses seguem em turnê e tocam em diversos países da Europa. A gravação do show em Paris dá origem ao álbum ao vivo “Kukl á Paris 14.9.84”, lançado inicialmente apenas em K7 e contendo onze faixas.

“Holidays in Europe (The Naughty Nought)” é lançado em 1986 também pela Crass Records. Sem grandes mudanças na sonoridade, é um álbum mais experimental, com a adição de novos elementos sonoros, mas ainda mantendo o clima ora anárquico ora estranho de seu début. Algumas canções possuem certa teatralidade (já presente em “The Eye”), como o dueto sexual da canção “Latent”, em que a banda tece uma trama instrumental para as interpretações alucinadas de seus vocalistas Einar/Bjork.

“Copy Thy Neighbour”, por exemplo, é uma canção que entraria fácil no primeiro álbum dos Sugarcubes. Percebe-se o estilo de cantar que Bjork viria a adotar com a sua futura banda. Na verdade, a principal diferença entre a Kukl e o Sugarcubes seja a inserção de elementos mais pop na segunda, que somado a estranheza típica desses islandeses acabou por conquistar o mundo.

Para esse álbum, foram produzidos videoclipes para as faixas “Outward Flight (Psalm 323)” e “France (A Mutual Thrill)”.

A banda meio que entrou em hibernação após o lançamento dos segundo álbum, com Einar se dedicando a terminar o curso de Artes na Polytechnic of Central London. Enquanto isso, Bjork seguia adiante com o projeto The Elgar Sisters, projeto com o guitarrista e colega de banda Guðlaugur Óttarsson. The Elgar Sisters chegou a gravar algumas canções que não foram lançadas, vindo a aparecer posteriormente em álbuns solo de Guðlaugur e Bjork. Os outros membros da Kukl, exceto Einar, tocaram com o duo.

Em meados de 1986, a Kukl chega ao fim. Einar e Bjork se juntam a Melax, Baldursson, Bragi Ólafsson e o guitarrista Friðrik Erlingsson e formam o Sugarcubes (Sykurmolarnir).

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:: ÁLBUNS:
– The Eye (1984)
– Holidays in Europe (The Naughty Nought) (1985)


:: Assista o vídeo de “Anna”:

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2 COMENTÁRIOS

  1. Ângelo Fernandes
    Ângelo Fernandes
    13/03/2019
    Responder

    Bacana resgatar a pré-história do The Sugarcubes… Pra ficar tudo perfeito, seria interessante uma resenha do 1º e clássico álbum da banda – “Life’s Too Good”.

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