LEGO THE INCREDIBLES (Lego Os Incríveis, 2018)



“Lego Os Incríveis é a resultado de duas empresas famosas de talento reunidas em prol de nosso entretenimento.”

Na estúpida e conservadora ideia de que jogos são os maiores causadores de eventos onde há chacinas de jovens em escolas, a franquia Lego segue na contramão e prova o contrário. Cheio de inteligência, trabalhando com a cognição do jogador de uma forma divertida e não estressante, deixando a violência um tanto de lado e ainda promovendo o jogo cooperativo entre família e amigos, Lego pode ser tanto indicado para crianças como para adultos. A incrível homenagem que o jogo tem feito é imensa e continua rendendo: Harry Potter, Star Wars, Jurassic Park, Indiana Jones, Batman, Marvel, Piratas do Caribe (isso entre mais de 30 jogos já lançados). Nada escapa do holofote da empresa.

Quem ganha seu lugar agora é a famosa animação da Pixar, ‘Os Incríveis’ (a empresa da Disney até então nunca havia ganhado homenagem da Lego). Em 12 fases bem criativas que detalham fielmente trechos das duas animações (2004 e 2018), Lego explora personagens, o mundo suburbano e os poderes que ficaram famosos da família Pêra no mundo do cinema. Tudo naquela velha e já notória roupagem Lego: faça a fase normal, depois faça no modo livre com os personagens coletados atrás de minikits, participe também de um mundo aberto bem ao estilo sandbox realizando missões paralelas, coletando blocos dourados e cumprindo objetivos para finalizar tudo em 100%. O mundo aberto que a franquia vem adotando não tem agradado muito em outros jogos como foi em ‘Lego Marvel Super Heroes 2’. Inúmeras missões por vezes cansativas e desafios em sua maioria monótonos e desnecessários.

Em Lego Os Incríveis isso muda. Estamos diante de um mundo aberto que propicia a exploração sem estar complicado e cheio de sutilezas para ser completado. Além disso, tudo que se tem para ser coletado é indicado no mapa e o próprio jogo vai lhe ajudar bastante, até mesmo em itens colocados no fundo do oceano. A jogabilidade dos personagens também é outro destaque. Vários poderes, medidor de combos, arremessos e um golpe devastador que difere de personagem para personagem. As corridas que são comuns na série não poderiam faltar, apesar de que a maioria delas pode ser finalizada facilmente com o garoto flecha e sua velocidade.

O mapa é fácil de ser navegado, os setores são bem divididos e interligados, as missões ficaram curtas e menos trabalhosas, os itens dos objetivos estão próximos entre si.

O jogo tem sim alguns momentos frustrantes, mas que não tiram o divertimento da jogatina. Um dos objetos a ser coletado parece ter sumido na cidade, mas era questão de atraso na renderização. Logo em seguida ele surgiu. Outro problema foi o jogo fechar em pleno salvamento. Por sorte, o próprio jogo conseguiu consertar o save corrupto não perdendo assim a porcentagem conquistada. Sair da fase e ir para cidade é uma tortura por conta de uma longa tela de loading. São pequenos percalços num imenso universo que resgata bem a animação da Pixar.

Ainda citando a Pixar, outros personagens de várias animações são lembrados e serão coletados frequentemente quando o jogador executar determinadas tarefas: Dori (Procurando Nemo), Linguini (Ratatouille) e Sulley (Monstros S.A.) estão entre eles. Nem mesmo a casa com balões do senhor Carl Fredricksen escapa: numa das telas do jogo durante uma fase podemos ver a casa com os balões coloridos passando no céu distante.

Mesmo que esse seja o Lego mais curto da nova geração de consoles, ao mesmo tempo é o menos problemático e com um mundo aberto não tão complexo que sana alguns problemas apresentados anteriormente, além de agradar toda uma geração de jogadores. O que é melhor? Abre mais ideias para a própria empresa Lego de que muitas homenagens ainda podem ser feitas.

NOTA: 8,5


::NOTA DOS REDATORES:
Eduardo Juliano:
Isaac Lima:
Luciano Ferreira:

MÉDIA: 8,5


::LEIA TAMBÉM:
LEGO STAR WARS: THE FORCE AWAKENS (2016)
CFREEPY ROAD (CREEPY ROAD, 2019)


::FICHA TÉCNICA:
Desenvolvedora: Traveller’s Tales
Publicado por: Warner Bros. Interactive Entertainment
Gêneros: Ação, sandbox (mundo aberto)
Duração: 20 horas para se fazer 100% no jogo coletando tudo
Classificação: Livre
Preço: R$ 199 na PSN (em promoções costuma ter 70% de desconto)
Plataformas: PS4, Xbox One, Nintendo Switch, PC
Lançamento: 15 de junho de 2018 (a versão do PS4 que serviu para a resenha)
Mais Informações: Lego The Incredibles
::


::Assista ao trailer do jogo:

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