Do Nothing, nas fileiras da “nova cena” musical britânica


Do Nothing Band
Foto | Tom Porter

Quarteto de Nottingham, Do Nothing debutou em 2018 com o single “Handshake”. Após uma sequência de novas faixas/singles, lançaram em 2020 o EP Zero Dollar Bill, e em março desse ano Glueland. Formado em 2017 por quatro colegas de escola, Do Nothing ganhou comparações com LCD Sound System e The Fall, pelo jeito de cantar falado/berrado de Chris Bailey (fã confesso de Simon & Garfunkel e filho de um cantor de Folk). Sobre seu estilo o vocalista respondeu: “Se eu tivesse que dizer alguém que me influenciou, seria Tom Waits, de certa forma. Em algumas de suas coisas, ele fala coisas faladas e seu lirismo tem um pouco de humor que eu tirei dele. Meu irmão me mostrou quando eu era jovem, e se eu tivesse que escolher uma dessas pessoas para ser assim, seria Tom Waits”.

Musicalmente o grupo gosta linhas graves formando uma cozinha poderosa e às vezes suingada, com riffs esparsos de guitarra, o que tem levado a enquadrá-los na chamada nova cena Pós-Punk, mas na página do Bandcamp usam as TAG’s Alternative Rock, mas lá estão as indicações da plataforma: Para fãs de Squid, Dry Cleaning, Black Country, New Road, e realmente deve agradar a quem gostou dessas citadas. O vocalista atribui a associação ao “efeito Idles”, defendendo sua banda de estar pegando carona na onda: “Definitivamente está acontecendo no minuto; definitivamente há uma onda pós-punk acontecendo agora. Mas esse não era o plano inicialmente, não era tipo, ‘Oh, Pós-Punk é a coisa agora, vamos ser Pós-Punk’. Nós meio que começamos a fazer isso há um tempo atrás e por acaso coincidimos com esse pequeno burburinho em torno desse tipo de música”.

+++ CRÌTICA |Shame – Songs of Praise

Sobre as letras de teor subjetivo e impenetrável, como fragmentos de pensamentos ou anotações juntados (algo em comum com Florence Shaw, do Dry Cleaning), o vocalista confirma que é tudo o objetivo é esse mesmo, sendo algo consciente: “É tudo intencional, não é apenas aleatório e abstrato… Mas muito disso é muito específico para mim, quase de uma forma que torna inútil para qualquer outra pessoa ouvi-lo. São apenas pensamentos idiotas que eu tenho e os expresso de uma forma que significa algo para mim. Mas sempre tem um tema ou razão abrangente por trás disso. Parece uma coisa de fluxo de consciência, mas é tudo muito bem pensado”.

A banda encontra-se atualmente em turnê com outra representante da “nova cena britânica”, o Folly Group, promovendo o novo EP pela Inglaterra, na Glueland Tour, e com datas cheias nos meses de setembro e outubro. O álbum de estreia deve sair em breve. Enquanto isso, a suingada “LeBron James”, single de 2019, segue como a faixa mais ouvida do grupo no Spotify com mais de um milhão de audições e você pode ouvir e tirar suas próprias conclusões sobre a banda.


O VIDEOCLIPE DE “LEBRON JAMES”:

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