FROZEN 2 (Frozen II, 2020)


Cena do filme Frozen 2

“Frozen 2 expande o universo criado em seu antecessor e não deixa nada a dever”

Conversando com uma pessoa, na época do lançamento de Frozen 2, ele me questionou porque eu queria assistir à animação e como poderia avaliar uma animação, haja vista, como o próprio nome diz, ser um filme de animação! Para ela não haveria como se analisar um “desenho”.

Com esse questionamento lançado, comecei a fazer alguns paralelos de animações que havia assistido e que considerava novos clássicos. Não considerei as antigas, por serem de uma época diferente e mesmo porque não se existia tantas premiações que envolvessem esses filmes.

Lembrei de filmes como Wall-E, Ratatouille e Up – Altas Aventuras. Usei esse três filmes como exemplo, sendo que em apenas um desses os personagens são pessoas e não animais ou robôs. Sobre os questionamentos óbvios, os filmes são muito bem produzidos, dada a preparação e preocupação dos realizadores para apresentar um trabalho muito bom.Como não se emocionar com roteiros tão distintos e de extrema excelência e elegância?

Cena filme Frozen 2

Sobre a fotografia dos três filmes, observamos belíssimos cenários, mesmo que feitos pelo computador. Tiveram suas origens estudadas pelos animadores partindo de coisas reais, trilhas sonoras impecáveis, e músicas temas da mesma qualidade. A direção se iguala a dos melhores diretores em atividade, utilizando enquadramentos que transparecem tudo o que as cenas pretendem contar. E, para o final, o mais polemico de tudo: as atuações, em especial de Wall-E e Ratatouille, onde um robozinho e um ratinho com um simples olhar conseguem dizer tudo o que sentem sem fazer um único som ou pronunciar uma única palavra. Em Wall-E só ouvimos algum som de voz após quase uma hora de filme.

Dito isso, não considero apenas animações, e sim filmes, que faz com que olhemos essas produções com outros olhos, saindo do lugar comum.

Frozen foi agraciado com o Oscar de Melhor Animação em 2014. Apresentava uma história sobre o amor entre duas irmãs. Embora tenha muitos números musicais (relembrando o que a Disney sempre teve excelência nesse gênero), conseguiu fisgar o publico por apresentar um roteiro coeso e com boa direção. Foi sucesso de público e crítica.

Apresentando uma história muito mais adulta que a do primeiro filme, Frozen 2 consegue expandir um mundo que já era rico em informações e seres, trazendo novos personagens e novos mundos a serem explorados.

O maior questionamento do filme vem do fato de uma das protagonistas, a Rainha Elza, ter poderes de controle do gelo. De onde vem esses poderes? O que aconteceu antes do nascimento das duas irmãs e por que um poder de gelo? São essas questões que serão respondidas no novo filme, e novas surgem.

Com uma fotografia belíssima, o filme apresenta o reino de Arendelle, que após três anos de paz desde a proclamação da rainha Elsa, começa a passar por problemas naturais desconhecidos por seus habitantes. A nova rainha começa a ouvir um som que ela sente como se fosse um chamado. A partir daí, ela,sua irmã Anna, Kristoff, Olaf e a rena Swen embarcam em uma nova jornada nas profundezas da floresta desconhecida, além de sua terra natal, para descobrir a verdade sobre um antigo mistério de seu reino.

A relação entre as duas irmãs está intensificada, e elas estão muito mais unidas. Por isso, Elza teme pela vida de Anna por ela não dispor de poderes, o provoca pequenos desentendimentos entre as irmãs. Dentro desse arco, há Kristoff, que deseja declarar todo seu amor a Anna, inclusive com a ajuda de outras pessoas, e de seu fiel parceiro Swen. E ainda tem Olaf, que é um alivio cômico do filme. A floresta se apresenta como um novo mundo cheio de novidades com bons e interessantes personagens que sustentam a narrativa de forma bastante eficiente.

Cena filme Frozen 2

A trilha sonora é bastante competente, com canções que, se não são tão marcantes como a famosa “Let It Go”, (no Brasil, “Livre Estou”) do primeiro filme, ajudam na narrativa. A trilha original também é muito correta, sabendo alternar momentos de tensão com momentos de alegria e também de comédia.

Mas é o roteiro a parte mais sensacional do filme. Trazendo para a história o processo terapêutico chamado de Constelações Familiares, em que o individuo é convidado a entender sua árvore genealógica e a influencia que tem em sua vida, cabendo-lhe trilhar seu próprio caminho. Nesse contexto, o expectador consegue entender todos os percalços pelos quais as duas irmãs passam, cabendo a elas fazerem suas escolhas.

Frozen 2 consegue ser um filme que se distancia muito de filmes para crianças para contar uma história adulta de como nós não podemos deixar que nosso passado não influencie nas pessoas que nos tornamos adultas. Desde já um clássico moderno das animações Disney.

NOTA: 7.8


NOTA DOS REDATORES:

EDUARDO SALVALAIO: –
EDUARDO JULIANO: –
LUCIANO FERREIRA: –

MÉDIA: 7,8


 :: LEIA TAMBÉM:

RESENHA: LEGO OS INCRÍVEIS (LEGO THE INCREDIBLES, 2018)
RESENHA: WIFI RALPH: QUEBRANDO A INTERNET (RALPH BREAKS THE INTERNET, 2018)


:: FICHA TÉCNICA:

Gênero:  Animação, Fantasia, Aventura, Comédia Dramática
Classificação: Livre
País: EUA
Duração: 103 min
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Roteiro: Jennifer Lee
História: Chris Buck, Jennifer Lee, Marc E. Smith, Kristen Anderson-Lopez, Robert Lopez
Elenco de vozes: Idina Menzel, Kristen Bell, Jonathan Groff, Josh Gad, Sterling K. Brown e outros
Avaliações: Frozen 2 | Rotten Tomatoes


:: Assista ao trailer dublado:


Anteriores BEATLES :: Documentário de Peter Jackson estreia em abril
Próximo CINEMA :: Estréia de filmes adiadas devido a pandemia do Coronavírus

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *