SLOWNESS – Berths (Schoolkids Records, 2019)


Foto da banda Slowness para resenha do álbum "Berths"
Foto: Ben Wilson

“Seja absorvido lentamente na sonoridade reinante de Berths”

Lentidão. Não apenas o nome da banda, da mesma forma é o sentimento que se dá a entender das seis faixas que preenchem Berths (Schoolkids Records). Mas aqui, a exigência da lentidão é um prazer para o ouvinte: não ter pressa, se desligar do mundo ao redor, assumir uma postura letárgica, entrar numa espécie de mergulho sensorial, afundar-se numa maré onde as guitarras criam ondas e mais ondas de constantes fluxos. Entre o Dream-Pop e o Shoegaze, influenciados por Ride e My Bloody Valentine, Slowness nos faz mergulhar numa sonoridade que pode se estabilizar na calmaria ou, repentinamente, ficar em mares mais agitados (“Rose”). Por começar com os mesmos acordes que fecharam melodicamente a faixa de abertura de “The Fall”, nem percebemos a entrada de “Rose”. Uma canção se fundindo a outra, de forma criativa, porém, em seguida, as mudanças começam a ocorrer. O ouvinte sente-se enganado, mas nunca traído. “Breathe” tem uma cozinha (baixo e bateria) que teima em ficar furiosa, tal qual uma respiração ofegante que, aqui, perceba bem, é afagada pelo dedilhado da guitarra. O clima mais etéreo de “Sand And Stone” (com um final lembrando bastante The Cure) traz mais variação ao álbum, “Asunder” fecha de forma melancólica, mas não tira os créditos de um dos álbuns mais interessantes de 2019.

O grupo é americano (San Francisco) e é formado por Geoffrey Scott (guitarras e vocais), Julie Lynn (baixo, teclados e vocais) e Scott Putnam (bateria e vocais).

NOTA: 7,6


NOTA DOS REDATORES:
Eduardo Juliano:
Isaac Lima:
Luciano Ferreira:

MÉDIA: 7,6


:: LEIA TAMBÉM:

CHASMS – THE MIRAGE (2019)
DANIEL LAND – THE DREAM OF THE RED SAILS (2019)


::FAIXAS:

01. The Fall
02. Rose
03. Berlin
04. Breathe
05. Sand And Stone
06. Asunder

 

 


:: Mais Informações:Bandcamp/Site oficial


:: Ouça o single “Rose”:

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2 COMENTÁRIOS

  1. Avatar
    Anônimo
    27/06/2019
    Responder

    Realmente um EP muito bom… Acredito cada vez mais que esse formato seja o mais adequado para bandas/artistas lançarem seus trabalhos: um formato enxuto onde canções realmente significativas compõem os mesmos. Resenha direta e acertada.

  2. Obrigado pelos comentários e pelo elogio em relação a resenha. O disco está bem curto (como uma espécie de EP) e penso ser uma forma bem legal de divulgar música hoje em dia, sobretudo para pessoas que tem uma vida muito corrida.

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