Shoegazer Alive #19 traz novidades imperdíveis Shoegaze & Dreampop


Samira Winter

Cinco novidades imperdíveis do cenário Shoegaze/Dreampop saindo do forno. Tem o Shoegaze da novaiorquina 4Vesta, a delicadeza Dreampop do projeto de Samira Winter, o wall of sound com elementos Pós-Punk de Hiki (Rússia), a presença surpreendente da turca Astrovelvet e, finalizando, os texanos do EEP com um álbum encantador.

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4VESTA | Static EP (2020)

Banda novaiorquina lançou seu terceiro EP em 24 de julho, com a mesma fórmula que a fez, no ano passado, ser uma das darlings do cenário Shoegaze dos EUA: vocais suaves e arranjos melódicos e levemente ruidosos, que lembram um pouco o My Bloody Valentine, era-Loveless. Grande banda, e que deveria lançar um disco full, mesmo que fosse com a junção de seus três magníficos EP’s.


WINTER | Endless Space [Between You & I] (2020)

A brasileira Samira Winter (foto de destaque) tem uma das mais doces vozes do Dreampop feito nos EUA, e sua banda, que leva o sobrenome, é frequentemente comparada com outro bardo das canções sonhadoras que é o Melody’s Echo Chamber. Em Endless Space (Between You & I), lançado dia 24 de julho, além de Dreampop, há toques de Indietrônica e a participação mais do que especial de Dinho Almeida, dos Boogarins, na música “Bem no Fundo”. Um disco lindo e muito recomendável.


HIKI | A Trip To the Sea (2020)

De Podolsk, Russia, vem o Hiki, banda que faz um Shoegaze suave, com um wall of sound no mesmo volume dos demais instrumentos e melodias arrepiantes, o que destoa um pouco do Shoegaze padrão produzido no país (o chamado R-Gaze), que tem em geral aspectos mais próximos do Pós-Punk. A Trip To the Sea, como o nome diz, é uma viagem ao mar, e a música título, inclusive, tem na abertura o ruído de ondas quebrando na praia.


ASTROVELVET |  Asterism (2020)

Asterism é o EP de estréia do Astrovelvet, banda de Istambul, Turquia, que escolheu um ótimo nome para descrever o que parece ser um grupo bastante promissor. A maior parte das duas músicas é instrumental, os vocais são longínquos e há sonoridades inusitadas, especialmente em “Stargate” (som agudo de percussão, talvez um triângulo?). Espero ouvir mais músicas para breve.


EEP | Death of a Very Good Machine (2020)

Um amigo dono de loja de disco, não me lembro qual, me passou a informação (ainda nos anos 90) de que o Seaweed, banda da era Grunge, só não foi o novo Nirvana porque sua gravadora não investia nela por achar que o grupo não possuía “identidade visual”. Seja lá o que isso signifique, parece também ser o caso do EEP, o que, nesse caso, não quer dizer nada, porque o importante é o talento que esses americanos de El Paso, Texas, têm para compor melodias estranhas, ruidosas e ao mesmo tempo encantadoras, em um disco nota 10, que saiu em 24 de julho.


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