SHOEGAZER ALIVE #3: Shimmerance, A Beautiful Machine, Airships on the Water, Xeresa e Wildive


Shimmerance, foto da banda
Shimmerance

“Divulgar bons artistas é obrigação de um blogueiro musical”

No dia cinco de abril, recebemos um e-mail do músico russo Nick Babukin que trazia estes dizeres: “Olá, eu sou Nick da banda Shimmerance. Nós acabamos de lançar nosso álbum de estreia. Greg da DKFM nos aconselhou a entrar em contato com você para ver se poderia escrever sobre o nosso trabalho em seu blog. No aguardo de uma resposta, gostaria de dizer que amo seu blog e seria uma honra aparecer lá”.

Esta não é uma mensagem rara, ao contrário. O músico de uma banda que certamente estará entre as melhores de abril, mora na Rússia, contatou um produtor americano (Greg Wilson é o manager da rádio com a melhor programação de Shoegaze/Dreampop do mundo, a DKFM), e este indicou o blog Shoegazer Alive para divulgar seu disco.

Isso demonstra a importância de um blog/site de música na divulgação de bons artistas, principalmente os que não alcançaram ainda o devido reconhecimento e popularidade. Graças aos bons deuses este formato, ao contrário de muitas modinhas virtuais, apareceu e veio para ficar.

Nesta coluna, apresentamos quatro bandas que solicitaram divulgação recentemente (Shimmerance, A Beautiful Machine, Wildive e Airships on the Water), mais o novo trabalho do Xeresa, Covers For Quarentine, do selo Shore Dive Records, capitaneado pelo brother Nico Beatastic (também dono do Xeresa). Nem todas são de Shoegaze, mas se encaixam na proposta de divulgar bons artistas. Vamos às cinco dicas da semana:

:: LEIA TAMBÉM:  SHOEGAZER ALIVE #1 |  SHOEGAZER ALIVE #2


01. SHIMMERANCE | Shimmerance

Álbum que começa calmo nas três primeiras músicas, Shimmerance (FOTO DESTAQUE) faz um Dreampop agitado, beirando a energia do Indiepop, mas que vai ganhando efeitos de guitarra e também mais peso em seu decorrer. A trinca “Falling Down”/”Altered Realm”/”Gone Everything” é uma pérola do chamado R-Gaze (Shoegaze feito na Rússia), com um show de reverbs emoldurados pela voz encantadora de Maria Kondakova. Com certeza é Top 5 de abril e um dos melhores trabalhos do ano.


02. A BEAUTIFUL MACHINE | King Tide

O brother Gabriel Lewis envia, diretamente da Austrália, outro grande álbum, o King Tide, do A Beautiful Machine. A banda estava há dezessete anos sem gravar um disco e retorna com força total em um mundo totalmente diferente do que o conhecíamos em 2003. Entretanto, parece que o tempo não passou para os australianos. O mesmo Shoegaze de riffs arrastados e econômico nos efeitos, próximo ao Post-Rock feito no passado é encontrado neste novo trabalho. É um disco para quem gosta de músicas longas e reflexivas.


03. AIRSHIPS ON THE WATER | Folded Into Bells

Se King Tide é um disco de Shoegaze com nuances de Post-Rock, Folded Into Bells é um disco instrumental com nuances de Post-Rock, mas pouco de Shoegaze. Este foi enviado pela própria banda e traz um clima upbeat que de certa forma é estranho ao universo dos ruídos melódicos. Entretanto, se encaixa na proposta de divulgar excelentes artistas.


04. XERESA | Covers For Quarantine

Shoegazer Alive sempre vai divulgar bandas do selo britânico Shore Dive Records, pela qualidade dos artistas que gravam por ele. O Xeresa é um exemplo. Propriedade do dono do selo, Nico Beatastic, faz um Dreampop com vocal masculino (o que não é muito comum no gênero), e no disco Covers For Quarantine consegue retrabalhar e encaixar no formato “pop dos sonhos” músicas tão díspares quanto “The Sun Always Shines On TV” (A-Ha), “Something In the Way” (Nirvana) e “Landslide” (Fleetwood Mac, com participação nos vocais de Krissy Vanderwoulde, do Whimsical). Completam o EP outras duas covers, uma do Spiritualized (Ladies And Gentlement We Are Floating In Space) e outra do Smashing Pumpkins (Set The Ray To Jerry).


05. WILDIVE | Dopamine

Os alemães do Wildive enviaram seu primeiro single para saber se Shoegazer Alive poderia publicá-lo. Sem maiores influências de Shoegaze, se enquadram na categoria “bons artistas a serem divulgados” e, claro, vieram parar aqui. Mas há uma pequena constatação a se fazer. O vocal do Mark Gardner, do Ride, é tão marcante dentro do Shoegaze (caso também da Rachel Goswell, do Slowdive), que acaba por fazer até bandas que não utilizam os efeitos de guitarra e os arranjos arrastados característicos do estilo, mas usam este tipo de vocal, para se aproximarem do mesmo. Por isso enquadro este tipo de artista em um estilo-irmão chamado Shoegazing (bandas Indie na raiz, mas que usam uma ou outra característica do Shoegaze).


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