SHOEGAZER ALIVE #2 :: Velveteen, Vyva Melinkolya, Flyying Colours, Cigarettes for Breakfast e Peach Gardens


Foto da banda Flyying Colours
Flyying Colours

“EP, o formato ideal para bandas Shoegaze iniciantes”

Não só para bandas Shoegaze, diga-se de passagem, o formato EP é o que melhor pode passar para o público a ideia do que se trata o grupo, ao menos em seu início de carreira. Melhor que um single, já que no meio independente a possibilidade de ser artista de uma música só não é das mais atraentes, e também melhor que um disco cheio, pois são poucos os grupos que têm fôlego e criatividade para lançar logo de cara um álbum com oito ou mais músicas.

No Bandcamp há um oceano de EP’s de bandas de Shoegaze e, no contexto do blog Shoegazer Alive, este é o formato que dá mais trabalho na hora de elaborar as já tradicionais listas de melhores do mês – e do ano também, claro. Mesmo com toda a crise mundial, os artistas não param de lançar músicas, para o alívio dos consumidores deste tipo de arte.

Continuando o que fizemos na edição passada, quando zeramos os melhores discos cheios de 2020 até março, agora chegou a vez dos EP’s. Seguem os cinco trabalhos mais excitantes dos três primeiros meses neste formato.

:: LEIA COLUNA: SHOEGAZER ALIVE #1


01. VELVETEEN | Bluest Sunshine

O selo Shore Dive Records, capitaneado pelo brother Nico Beatastic – ele mesmo criador da ótima banda nugaze Beatastic -, é especializado em edições limitadas de discos de artistas na ativa há algum tempo, e lança os trabalhos geralmente no formato EP. O londrino Velveteen é um dos grupos veteranos de seu cast, e seu último trabalho é fortemente influenciado pelo álbum Loveless, do My Blody Valentine. Considero que apenas citar essa referência já basta para despertar a curiosidade do leitor.


02. VYVA MELINKOLYA | Violet

O americano trans Alyc Diaz é o cérebro pensante por trás do Vyva Melinkolya, banda Shoegaze de Louisville, Kentucky (EUA), com alguns toques de Dreampop. Pode ser considerado um Slowdive na fase Just For A Day, ou seja, a melhor fase dos shoegazers britânicos.


03. FLYYING COLOURS | Big Mess & Goodtimes

A banda australiana (FOTO DE DESTAQUE) é a responsável pela explosão do Shoegaze em seu país. Depois de ser abraçada pelo selo britânico Club AC30, passou a ter exposição mundial e a ser referência entre os novatos da Austrália. O mais recente EP está um pouco diferente dos trabalhos anteriores, psicodélicos e viajantes. Mais agitado, no estilo Ringo Deathstarr, não irá decepcionar os antigos fãs, com certeza, além da conquistar novos.


04. CIGARETTES FOR BREAKFAST | Cigarettes for Breakfast

Baseada na agitada cena da Philadelphia (EUA), o Cigarettes for Breakfast poderia soar derivativo, uma vez que tudo em seu som remete ao My Bloody Valentine, fase Isn’t Anything. E na verdade soa, mas isso não é problema, uma vez que a banda de Mr. Kevin Shields não lança nada há tanto tempo (lá se vão sete anos) que ouvir artistas tão semelhantes apenas reforça a paixão pelo shoegaze e reforça a relevância dos irlandeses.


05. PEACH GARDENS | Peach Gardens

O Shoegaze tem evoluído e se dividido em subgêneros. Alguns deles dizem respeito somente à sua origem. Como o Italogaze é o Shoegaze feito na Itália, o R-Gaze é este tipo de música feito na Rússia. E é da terra de Putin que vem o estreante Peach Gardens, de Moscou, que faz um Shoegaze clássico, ao estilo Ride e Slowdive (Ride no vocal lânguido e Slowdive nos arranjos etéreos). Uma bela estréia e que tenha um futuro brilhante!


:: Ouça a Playlist:

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