ANGERFORCE: RELOADED (2019)



“Angerforce:Reloaded tem alguns deslizes mas pode figurar no rol dos jogos de shooter aéreo vertical em sua biblioteca.”

A palavra Reloaded pode significar algo melhorado e com muitas vantagens que chega para o consumidor ao adquirir o produto final. Ao menos era para ser assim. Alguns jogos aportam para a nova geração de consoles com esse título que, em muitas ocasiões, atiçam a curiosidade do comprador/jogador. Os fãs do gênero shooter aéreo vertical ganham agora Angerforce: Reloaded que tem uma jogatina vibrante, apesar de apresentar algumas lacunas. É um jogo sim que homenageia a história do gênero, porém falha ao não apresentar um conteúdo final mais abrangente numa edição que poderia ser melhor recheada com bônus e outros modos de jogo.

Podendo escolher entre 4 personagens desde o início, esse é um típico jogo do gênero onde você conta com múltiplos tiros, bombas, armas especiais e, sem faltar o ingrediente essencial, dependerá muito dos reflexos do jogador. Tudo bem que AngerForce não exagera na quantidade inacreditável de tiros dos inimigos, mas os chefes precisarão de muita atenção para abatê-los. O jogo não chega a ser no estilo ‘Bullet Hell’ como outros jogos do gênero (a exemplo de ‘Shikondo-Soul Eater’ de 2017), mas também não perde a essência dos clássicos jogos de ‘navinhas’ que cativaram os arcades nos 80’s/90’s.

A mecânica que permite a criação de combos favorecendo assim não só um desafio, como também uma maior pontuação ao jogador e os inúmeros sub-chefes que aparecem entre as fases são recursos que caíram bem ao jogo e até deram uma renovada.

As campanhas nas quatro dificuldades diferentes garantem algumas horas de jogo, apesar de ser muito curta e mesmo na dificuldade mais alta não exigir tanto do jogador, principalmente o hardcore que está acostumado a jogos mais complicados. O sistema de upgrades que pode ser feito tanto nas habilidades de cada personagem ou para as naves de uma forma geral. Um recurso bem interessante, porém mal balanceado. Com uns 4 ou 5 upgrades (entre mais de 50) o jogador deixa seu personagem quase imbatível e pode acabar com os chefes em poucos segundos. Faltou um equilíbrio e longevidade tal qual foi feito em ‘Sky Force Reloaded’ (2017) onde cada upgrade é importante para o jogador e obter tudo, sem exceção, é essencial para fechar todos os objetivos, inclusive nas últimas fases.

Complementando o jogo existe o modo de jogo cooperativo offline e o modo arcade. Esse segundo modo, infelizmente, não tem a opção de escolher cenários específicos, precisa ser começado desde o início tal qual o modo campanha (outra falha do jogo). A parte sonora e os gráficos agradam dentro do gênero em alguns momentos lembram vagamente um visual de anime inclusive com direito a robôs gigantes pela tela. A jogabilidade é fluida usando comandos simples com direito a mais dois botões inseridos: de acelerar e de desacelerar a nave, o que pode ser útil em momentos com muitos inimigos na tela.

Trazendo no título a palavra reloaded, AngerForce merecia ter mais opções, desafios e modos de jogo. Peca nesse ponto. No quesito jogo de shooter que muitos jogadores passaram a respeitar garante algumas horas de diversão sobretudo ao lado de um parceiro.

NOTA: 6,7


::NOTA DOS REDATORES:
Eduardo Juliano:
Isaac Lima:
Luciano Ferreira:

MÉDIA: 6,7


::LEIA TAMBÉM:
CREEPY ROAD (2019)
SKY FORCE RELOADED (2017)


::FICHA TÉCNICA:
Desenvolvedora: Screambox Studio
Publicado por: Zodiac Interactive
Gêneros: Shooter aéreo vertical
Duração: entre 2 a 5 horas as 4 campanhas em cada dificuldade (pode alongar caso o jogador queira terminar com todos os 4 personagens e obter todos os upgrades)
Classificação: 12 anos
Preço: R$ 30,90 na PSN
Plataforma: PS4, Xbox One, Nintendo Switch, PC
Lançamento: 2 de abril de 2019 (a versão do PS4 que serviu para a resenha)
Mais Informações: AngerForce: Reloaded


::Assista ao trailer do jogo:

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1 COMENTÁRIO

  1. Ângelo Fernandes
    Ângelo Fernandes
    21/05/2019
    Responder

    Esse jogo é baseado em um jogo (não sei de mesmo nome) que existia ainda em fliperamas (fase final) nos 80’s. Lembro que joguei muito um parecido na versão PC nos 90’s… Achava bem divertido – fase onde ainda me interessava bastante por games (perdi o encanto).

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