Massage e sua máquina do tempo chamada ‘Still Life’


Foto da banda Massage

Nostálgicos o quinteto Massage, de Los Angeles, foi formado em 2015, e tem em sua formação o ex-baixista da banda The Pains Of Being Pure At Heart , Alex Naidusum, que divide os vocais com o guitarrista Andrew Romano. O grupo propõe em seu mais novo álbum uma viagem de volta a segunda metade dos anos 80, numa revisitação aos diversos ambientes ou tendências musicais  que imperavam na época. É esse o caminho de volta ao passado que a banda consegue construir de forma deliberada e com maestria. O álbum de estreia, Oh Boy (2018), já mostrava a banda empenhada em fazer esse percurso musical, Still Life é o aprimoramento até natural da proposta, que rende um álbum repleto de dedilhados melodiosos do Jangle-Pop, encontrados em muitas bandas sediadas na mítica gravadora Sarah Records ou presentes na famosa compilação C-86, lançada pelo New Musical Express.

A abertura com a quase melancólica “Half a Feeling” e seu pop agridoce, adornado por camadas guitarras distorcidas e uma bateria econômica a la Jesus and Mary Chain fase Psychocandy dá boas vindas ao ouvinte à maquina temporal aberta pelo grupo, que já na sequência engata outro momento de puro delírio melódico com “Made of Moods”, ao melhor estilo Jangle-Pop executado inclusive por bandas como The Stone Roses e Primal Scream em seu primeiro e menosprezado álbum Sonic Flower Groove (1986). E é essa vibe de timbres característicos que estará presente em quase todas as canções que compõem Still Life, variando quando esbarra no baixo de linhas melódicas típicas do New Order (In Gray & Blue) ou quando a tecladista e vocalista Gabrielle Ferrer assume o comando dos vocais (10 & 2 e The Double) – ela também faz backing vocals em algumas faixas e até um dueto em “Sticks & Stones” e “I Come Running”.

Massage faz Indie-Pop, Guitar-Pop ou Jangle-Pop safra 85/86 e está feliz com os resultados de sua música saudosista e conectada com todas aquelas bandas e climas que parecem tão distantes na linha temporal, vertendo-os para os dias atuais através de suas canções belas e derivativas.

A CONFERIR: “Half a Feeling”, “Made of Moods” e “In Gray & Blue”.


MESSAGE – Still Life:

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