Big Troubles, Amusement Parks on Fire, Alcest


Big Troubles

BIG TROUBLES – Worry (2010)

Afeitos a pedais fuzz, distorções diversas e elementos eletrônicos, o som do Big Troubles, grupo de Nova Jersey, incorpora influências que vão do dream-pop ao lo-fi, passando pela neo-psicodelia de grupos como Telescopes. Em alguns momentos se aproximam do A Pains of Being Pure at Heart, só que o som deles tem um pendor menos para o pop e mais para experimentações, além de algumas viagens amalucadas. As canções são curtas, os vocais são repletos de eco e soterrados pela massa distorcida de guitarras, que adoram cair para o lado mais noise lo-fi. Dois hits instantâneos do disco: “Video Rock”, com guitarras escalando as alturas, e “Georgia”, com riffs que parecem desafinadas, ao melhor estilo My Bloody Valentine. No meio de tudo, encontramos a banda surrupiando o riff de “Lazy Day”, do Boo Radleys, em “Freudian Slips”.

:: FAIXAS: 01. Video Rock, 02. Modern Intimacy, 03. Bite Yr Tongue, 04. Slouch, 05. Georgia, 06. Freudian Slips, 07. Drastic And Difficult, 08. Creeper, 09. Desire For A Certain Thing To Happen, 10. Feel Nothing, 11. Boomerang, 12. Lord Composure, 13. Opposites
14. Astrology Screen Savers

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AMUSEMENT PARKS ON FIRE – Road Eyes (2010)

Em seu terceiro álbum os ingleses do Amusement Parks on Fire tenta mais uma vez encontrar uma ponte que una o lado mais barulhento/esporrento do shoegaze, uma vez praticado por bandas como Swervedriver, ao mainstream, algo que o Mew também já havia tentado em seus primeiros álbuns. A banda vem usando essa fórmula desde seu primeiro álbum, utilizam-se de guitarras distorcidas no talo e cozinha bastante pesada. O resultado, assim como já era prenunciado em seu EP “Young Fight”, lançado em 2009, é um distanciamento do lado “viajado” e maior aproximação com o college-rock; o abandono de camadas de guitarras e climas para o uso de distorções mais convencionais, com direito até a baladas. Se compararmos esse novo álbum com os anteriores, veremos que pouca coisa mudou no som da banda, e “Road Eyes” acaba soando com um retrocesso em relação ao que foi “Out of Angeles” para o grupo. De qualquer forma, “Road Eyes”, faixa de abertura, é um deleite barulhento com direito backing vocals ao melhor estilo Ride que merece atenção.

:: FAIXAS:1. Road Eyes, 2. Flashlight Planetarium, 3. Inside Out, 4. Raphael, 5. Echo Park // Infinite Delay, 6. Wave Of The Future, 7. So Naturally, 8. Water From The Sun, 9. Inspects The Evil Side

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ALCEST – Écailles de Lune (2010)

Liderado pelo multinstrumentista Neige, fã de shoegaze e figura mais conhecida na cena (e por participação em grupos de) metal, o grupo francês Alcest vai tentando aperfeiçoar seu post-rock. No álbum de 2007, “Souvenirs d’Un Autre Monde”, o grupo rompeu com o black-metal que vinha praticando e apostou no post-rock com pinceladas de shoegaze, investindo em canções densas e criando um grande disco. Seu novo álbum dá continuidade às propostas ali iniciadas, trazendo canções de longa duração e alternância em momentos de calmaria e explosão de guitarras ruidosas. Evidente já início com a avalanche sonora de “Écailles de Lune [Part I]”, com quase dez minutos. Ao mesmo tempo, o grupo vai deixando transparecer seu senso melódico como em “Sur l’Océan Couleur de Fer” (com algo de Sigur Ros), mas sem abandonar o lado mais pesado, vide o peso absurdo de “Écailles de Lune [Part II]” e “Percées de Lumière”, quando o álbum se torna menos interessante. A dualidade entre o lado mais melódico e mais pesado faz com que este novo disco do Alcest soe menos coeso que seu antecessor.

:: FAIXAS: 1.Écailles De Lune (Part I), 2.Écailles De Lune (Part II), 3. Percées De Lumière, 4.AbysseS, 5. Solar Song, 6. Sur L’océan Couleur De Fer

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