JULIANNA BARWICK | Healing is a Miracle


Juliana Barwick, foto cantora

“Julianna Barwick segue aperfeiçoando sua experiência na música e cria chances para boas e oportunas colaborações no disco”

A americana Julianna Barwick nasceu na Louisianna, e foi nesse lugar que seu ingresso na música começou. Participante ativa do coral da igreja, a cantora sentiu que poderia levar seus dotes vocais mais adiante ganhando a companhia de instrumentos e de recursos de estúdio. Em seguida, mudando-se para Nova Iorque, começou a realizar pequenos shows locais e passou a conhecer mais pessoas ligadas à música eletrônica e experimentalismo o que a incentivou por completo.

O debute Sanguine apareceu em 2006 com Julianna explorando bem as possibilidades de estúdio e mostrando maturidade logo de cara. A pequena desconhecida foi ganhando notoriedade participando de trabalhos de outros artistas ou então fazendo remixes importantes como para a canção “Reckoner”, do Radiohead.

A cantora não tem medo de afirmar que sofreu muitas inspirações. E diz que junto com as lições vocais da escola que recebeu quando nova, sua formação musical também conta muito com discos que passam tanto pelo gênero Pop Rock como pelo R&B. Dessa forma, diz que tudo para ela se encontra num mesmo nível e importância: de Björk a Tori Amos passando por Whitney Houston e Lionel Richie.

Vocais monossilábicos que não chegam a constituir frases longas, tudo envolto em loops e texturas. Os amplos detalhes instrumentais garantem essa sintonia em paisagens etéreas que trafegam por gêneros como Ambient, Experimental, Avant-Garde e até pelo Rock.

“In Light”, o grande destaque do disco, agrada com a voz de Jónsi (lider do Sigur Rós) e de Barwick em perfeita sintonia dentro de uma canção que vai se intensificando e explorando não só a destreza vocal de ambos, como também um instrumental dinâmico e que transforma tudo numa roupagem mais Pop Rock do que Ambient, faixa essa fácil de conquistar na primeira audição.

O produtor Nosaj Thing que já trabalhou com Kendrick Lammar e Chance The Rapper, contribui bem em “Nod” com uma eletrônica que traz percussão abafada e vocais carregados de overdubs. A harpista americana Mary Lattimore deixa o clima etéreo típico da cantora bem entrosado com a música Clássica.

“Flowers” pode parecer sombria, mas é uma faixa semi-cinematográfica cheia de detalhes. Os loops vocais da cantora ganham mais intensidade sob camadas de efeitos e sons produzidos por um sintetizador pulsante.

Healing Is A Miracle comprova não só a maturidade e segurança da cantora adquiridas com mérito em seis álbuns de estúdio, bem como certifica o poder criativo de suas composições mesmo que tudo possa parecer simples a primeira vista. Julianna Barwick viu a oportunidade que tinha perante sua profunda paixão pela música e vem fazendo disso quase uma espécie de cura e milagre para seus ouvintes.

>>> NOTA: 7.8 <<<

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FAIXAS:

01. Inspirit
02. Oh Memory (feat. Mary Lattimore)
03. Healing Is A Miracle
04. In Light (feat. Jónsi)
05. Safe
06. Flowers
07. Wishing Well
08. Nod (feat. Nosaj Thing)

 

 


:: Ouça o álbum:


:: Assista ao videoclipe de “In Light”:

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