Uma geral nos álbuns lançados durante essa semana que mais nos chamaram a atenção e que você pode adicionar à sua Playlist de álbuns de 2026.
Plantoid – Flares
Esqueça os convencionalismos. Desde que debutou em 2024 com o surpreendente ‘Terrapath’, tem sido definir a sonoridade do trio de Brighton Plantoid. Formado pelo baterista Louis Bradshaw, a vocalista/guitarrista Chloe Spence e o guitarrista Tom Coyne, eles se definem em sua página no Bandcamp como uma banda Experimental de Prog e Jazzy Psych. Em ‘Flare’, seu segundo álbum pelo selo Bella Union, a mistura de gêneros segue a todo vapor, com arranjos que mudam de andamento e ritmos quebrados, em conexão o Math-Rock. A sensação, muitas vezes, é de que eles juntam em uma mesma canção uma variedade de ideias. O resultado são canções que podem levar o ouvinte a vários lugares diferentes ao mesmo tempo. Basta ouvir “Parasite” para ter uma ideia do universo em caos que o grupo consegue organizar ao longo das nove canções: suavidade e turbulência. INDICADO PARA: Quem curte fusão de gêneros, experimentalismos, The Mars Volta, Math-Rock. BANDCAMP
Cast – Yeah Yeah Yeah
Noventistas de Liverpool, o Cast fez parte do segundo escalão do Britpop e emplacou dois hits de ‘All Change’ (1995), seu álbum de estreia: “Alright” e “Walkaway”.Yeah Yeah Yeah é o oitavo álbum do grupo e um prosseguimento de ‘Love is the Call’, de 2024. No novo trabalho o grupo mantém a pegada Britpop e adiciona elementos como o música Gospel e Rock’n’Roll clássico, presente em “Poison Vine”, que tem presença da cantora de Soul P.P. Arnold. Em “Free Love” eles mostram que ainda são capazes de fazer refrões poderosos para serem cantados em estádios e que passados 30 anos o grupo ainda consegue fazer um álbum agradável. INDICADO PARA: Fãs de Britpop.
Whitelands – Sunlight Echoes
Fãs de Shoegaze e Dreampop certamente já tem o Whitelands em seu radar desde sua estreia em 2024 com ‘Night-bound Eyes Are Blind To The Day’. Se não, eis a chance. Apesar das influ~encias Shoegaze, o grupo sempre mostrou um forte senso melódico em suas canções. Com ‘Sunlight Echoes’ eles chegam ao seu segundo álbum e com uma sonoridade ainda mais voltada para o Dreampop. Mais para o climático, o melódico e o atmosférico paredes de barulho. Essa tendência já aparecia nos primeiros singles lançados, e se mantém no álbum como um todo. “Blankspace”, um dos singles, evidencia a conexão com bandas clássicas do Shoegaze como Chapterhouse e Ride, assim como a melodiosa “Heat of the Summer”. “Sparklebaby” é uma viagem etérea conduzida por guitarra e vozes, e tem participação de Emma Anderson, do Lush. INDICADO PARA: Fãs de Shoegaze e Dreampop. BANDCAMP
Softcult – When a Flower Doesn’t Grow
Após alguns singles e EP’s o duo canadense Softcult, formado pelas gêmeas Mercedes Arn-Horn (vocais, guitarra) Phoenix Arn-Horn (vocais, bateria, produção), chega a ‘When a Flower Doesn’t Grow’, seu primeiro álbum cheio. As conexões aqui são com os anos 90, seja através das paredes de guitarras do Shoegaze ou do peso e distorção do Grunge. Aqui e ali há definições como Grungegaze, Alternativo, Grunge e outros mais. Todas essas referências estão presentes em ‘When a Flower Doesn’t Grow’. Um lado de suavidade e outro de peso que remete a nomes como Deftones e também Swervedriver, uma das bandas pioneiras em fazer essa ligação entre o Shoegaze e o Grunge.Essa combinação aparece de forma mais acabada em faixas como “Pill to Swallow”, “I Held You Like Glass” (ao melhor estilo Cocteau Twins) e “Not Sorry”. E a dupla ainda encontra tempo para manter um fanzine em prol de causas diversas. INDICADO PARA: Fãs de Swervedriver, Catherine Wheel, Grungegaze. BANDCAMP
GUV – Warmer Than Gold
Se você viveu o final dos anos 80 e início dos anos 90 se sentirá em casa com a sonoridade perpetrada pelo GUV em ‘Warmer Than Gold’, mas se não viveu, sentirá um gostinho da sonoridade vigente naquela época. revivalista, o novo álbum de GUV resgata a sonoridade de Manchester, numa época em que as raves imperavam e a Psicodelia se juntava às batidas dançantes e ritmos sacolejantes. A abertura com “Let Your Hands Go” traz todos esse ingredientes em pouco mais de três minutos. Mas não é só isso. Há elementos de Shoegaze/Neopsicodelia nas melódicas “Blue Jade” e “Thorns in My Hear”, com os vocais soterrados na mixagem. ‘Warmer Than Gold’exala nostalgia. INDICADO PARA: Fãs de Spirea X, The Mock Turtles, The Charlatans, Neopsicodelia, Madchester. BANDCAMP
No Comment