FACS | Void Moments


Foto da banda FACS

“FACS segue aprendendo com o passado para amadurecer sua música no futuro”

FACS nasceu das cinzas do Disappears, um grupo de Chicago que seguia pela sonoridade guiada entre o Garage Punk e o Shoegaze. Quem começa a pensar logo na ideia de criar a banda é Brian Case, cantor/guitarrista da finada banda. Junto com o baterista Noah Leger e Jonathan Van Herik (ambos ex-integrantes do Disappears), em 2018, lançam logo o début Negative Houses.

Apesar de ser uma banda com não mais que quatro anos de carreira, FACS tem lá suas peculiaridades, lança um disco a cada ano e passou por diversas mudanças. Brian passou a ocupar o baixo, e Van Herik ficou a cargo das guitarras. Antes mesmo do lançamento do début, Van Herik anunciou sua saída, sendo logo substituído por Alianna Kalaba. E no segundo disco, Lifelike (2019), Alanna toca baixo e Case volta para seu habitual instrumento, a guitarra.

Na sonoridade, as mudanças também aconteceram, apesar de uma forma sutil e gradual. O sombrio, o melódico e a crueza andam juntos em Void Moments. Também é importante notar como baixo-bateria-guitarra se entrosam perfeitamente criando uma massa compacta, inseparável e ditando um contorno Pop mesmo dentro de um arranjo que tinha tudo para soar cru (“Casual Indifference”, uma das melhores do álbum).

FACS une peso, energia e tenta encaixar ao máximo num contorno mais acessível e disposto a conquistar não só os fãs do Disappears mas também os ouvintes que curtem o Pós-Punk da atualidade.

Em algumas faixas, a banda se dá ao luxo de nem expor muito os vocais de Case. É o caso de “Version”, onde o vocalista canta o mínimo e o instrumental surge em toda sua performance com uma bateria virtuosa, baixo em evidência e guitarras carregadas de efeitos. Um bloco interessante de se ouvir pela sintonia entre os instrumentos.

“Dub Over” pega a atmosfera 70’s e novamente dá mais oportunidade ao instrumental, que segue por uma linha bem viajante, tudo numa vertente bem experimentalista/psicodélica. Com muita influência de Sonic Youth, “Void Walker” é uma das mais barulhentas do disco, com sua distorção precisa e uma parede de guitarras em fusão com efeitos bizarros (com uma sutil eletrônica aqui ajudando de forma correta).

FACS não despreza o passado, e o que é melhor, a partir dele tece uma estrutura que vai garantindo uma sonoridade segura para o futuro, moldando as características e a identidade de uma banda que segue se firmando aos poucos no cenário.

NOTA: 7.5

::: FACS NA REDE: Twitter | Instagram|Facebook | Spotify | Site Oficial :::


NOTA DOS REDATORES:

Eduardo Juliano:
Isaac Lima:
Luciano Ferreira:
Marcello Almeida:

MÉDIA: 7.5


LEIA TAMBÉM:

RESENHA: SHOPPING – All or Nothing (2020)
RESENHA: FONTAINES D.C. – Dogrel (2019)


Capa do álbum Void Moments, da banda Facs

:: FAIXAS:

01. Boy
02. Teenage Hive
03. Casual Indifference
04. Version
05. Void Walker
06. Lifelike
07. Dub Over

 

 

 


:: Ouça o álbum:


:: Assista ao videoclipe de “Teenage Hive”:

Anteriores Homenagem
Próximo AMPHÈRES | Movimentos do mar marcam o álbum Porto :: OUÇA

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *