She’s Green transforma ruído e delicadeza em catarse no EP “Chrysalis”; Ouça


Chrysalis é o segundo EP do agora quinteto She’s Green, que transita pela delicadeza do Dreampop e o barulho do Shoegaze

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ANO: 2025
GRAVADORA: Photo Finish Records
FAIXAS: 05
DURAÇÃO: 17:26 min
PRODUTOR: She’s Greent
DESTAQUES: “Graze”, “Little Birds”
PARA FÃS DE: Dreampop, Shoegaze

 

 

Não são só notícias ruins que chegam até nós de Minnesota (Minneapolis), com a turma do ICE de Donald Trump e sua truculência aterrorizando na cidade. A boa e bela notícia atende pelo nome de She’s Green e faz música para quem busca se afastar das tensões do dia a dia, permitir-se embarcar em uma jornada musical repleta de emoção em forma de camadas reverberantes de guitarra e vocais inebriantes.

She’s Green foi formado em 2022 pela letrista e vocalista Zofia Smith e pelo multi-instrumentista Liam Armstrong.  Mas evoluiu ao longo do tempo e dos lançamentos, sendo hoje um quinteto que conta ainda com o guitarrista Raines Lucas, Teddy Nordvold (baixo), e Kevin Seebeck (bateria). E foi com essa formação que lançaram no segundo semestre de 2025, pelo selo Photo Finish Records, o EP Chrysalis, contendo cinco faixas.

O grupo admite que do contato com a natureza que vem a inspiração para as suas canções, e por isso procuram manter-se em comunhão com a natureza em suas mais diversas formas. Essa ligação pode ser percebida nas capas, nas fotos, nos videoclipes e até mesmo nas letras do grupo: “todos os passarinhos ao redor/posso ouvi-los agora/andando no gelo”, canta Zofia na cinematográfica “Little Birds”, canção que encerra Chrysalis com canto de pássaros ao fundo.

Sutileza e barulho, melodia e explosão estão presentes ao longo do EP. Há o aceno para o Dreampop de bandas como The Sundays. E há a atração pelas paredes de guitarras do Shoegaze. Eles admitem suas influências e amor pelos gêneros, mas preferem que sua música seja “enxergada” para além dos dois gêneros citados, e por isso preferem não ser “encaixotados” pelos termos, até porque afirmam não compor de forma direcionada a shoegazers – “Dream in fuzz, see in green” é a frase que usam no seu Bandcamp.

Impossível não se encantar com a mistura de sutileza melódica e esporro sonoro de “Graze”, um convite para a perdição conduzido pelo vocal etéreo de Zofia. Por sinal, é na maior atenção aos vocais, que são bastante presentes nos arranjos (não soando apenas como um “elemento a mais”), que o She’s Green se distancia de grande parte das bandas Shoegaze atuais.

Apesar de adornada com efeitos, a voz de Zofia surge sempre conduzindo as canções. Na curtinha “Willow”, percebemos uma aproximação com as ambientações do Cocteau Twins, mas com uma batida pesada (outro ponto de destaque do grupo) como nunca utilizada pelos escoceses. Há ainda os riffs cortantes na também curtinha “Silhouette”, que merecia um melhor desenolvimento.

Com agenda de shows recheada, o grupo promete mais novidades para 2026: um novo EP? Um álbum cheio?

OUÇA O EP CHRYSALIS, DE SHE’S GREEN:

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