Imóvel onde David Bowie viveu nos anos 1950 e 1960 será transformado em espaço cultural voltado à criatividade e à formação de jovens
Acasa onde o saudoso artista David Bowie (1947-2016) passou parte fundamental de sua infância e juventude, localizada em Plaistow Grove, no bairro de Bromley, no sul de Londres, será restaurada e aberta ao público pela primeira vez.
O anúncio da aquisição ocorreu no último dia 08, data de aniversário de Bowie, e dois dias antes do aniversário de dez anos de sua morte em 10 de janeiro. Também ocorreu no aniversário de 10 anos do lançamento do derradeiro álbum de Bowie, Blackstar (2016), que foi elogiado como de seus melhores trabalhos.
O imóvel, onde Bowie – na época David Jones – viveu entre 1955 e 1967, está no centro de um projeto de preservação histórica que pretende recriar o ambiente que ajudou a moldar a sensibilidade criativa de um dos nomes mais influentes da música e da cultura pop do século 20.
A iniciativa é conduzida pela Heritage of London Trust, organização dedicada à preservação de patrimônios culturais da capital britânica. A restauração busca devolver à residência sua aparência original dos anos 1960, incluindo a reconstituição dos espaços internos e, especialmente, do quarto onde Bowie lia, desenhava e começou a desenvolver sua imaginação artística — ambiente que o próprio músico descreveu, anos depois, como “seu mundo inteiro”.
“Foi nessa pequena casa, particularmente em seu minúsculo quarto, que Bowie evoluiu de um estudante suburbano comum para o início de um extraordinário estrelato internacional – como ele disse ‘Passei tanto tempo em meu quarto. Era mesmo meu mundo inteiro. Eu tinha livros lá em cima, minha música lá em cima, minha vitrola. Indo do meu mundo no andar de cima para a rua, tive que passar por essa terra de ninguém da sala de estar'”.

O projeto prevê que a casa seja mais que um museu tradicional. Após a restauração, funcionará como um centro cultural e educativo, com foco em jovens criadores.
Nicola Stacey, diretora do Heritage of London Trust, declarou: “David Bowie era um londrino orgulhoso. Mesmo que sua carreira o levasse para todo o mundo, ele sempre se lembrava de onde veio e da comunidade que o apoiou enquanto crescia. É maravilhoso ter essa oportunidade de contar sua história e inspirar uma nova geração de jovens e é realmente importante para o patrimônio de Londres preservar esse local”
Com financiamento inicial de 500 mil libras, doado pela Jones Day Foundation, a iniciativa também conta com uma campanha pública para arrecadar os recursos necessários à conclusão das obras, acessível no endereço bowieshouse.org, onde é possível encontrar mais informações sobre o projeto:
“A casa apresentará sua juventude não como nostalgia mas como ignição: onde os jovens podem se ver refletidos em alguém que ousou pensar diferente. O projeto será desenvolvido junto com o programa Proud Places, da Heritage of London Trust, dando continuidade à visão jovem de Bowie para as artes criativas”.
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A expectativa é que o espaço seja inaugurado em 2027, tornando-se não apenas um ponto de visitação para fãs, mas um novo polo criativo em Londres — um lugar onde passado, imaginação e futuro se encontram, à maneira de David Bowie.
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