GREAT LAKE SWIMMERS – The Waves, The Wake (2018)


“Canadenses e seu folk que vai muito mais além do banquinho e violão”

Os canadenses do Great Lake Swimmers chegam aos quinze anos de carreira. Como toda banda que ultrapassa uma década, podemos dizer que sempre há um marco na história dela. Para os canadenses, com certeza deve ser ‘Ongiara’ (2007). Certo afirmar que o disco lançou a banda para os holofotes. Entretanto, o grupo é bastante conhecido por uma particularidade: gravar muitos de seus álbuns em silos abandonados e velhas igrejas no Canadá. Tal fato repercute no enriquecimento da sonoridade da banda, que nos últimos anos vem optando por mais orquestração e mais ênfase nos instrumentos. Adeptos do que podemos chamar de folk moderno, o grupo busca cada vez mais amplitude sonora e, ancorado pelos vocais seguros e melancólicos de Tony Dekker, cria mais espaços para outros instrumentos como marimba, flauta, órgão e harpa. Elementos tradicionais do gênero não ficaram de fora, como o banjo, que faz bonito em ‘In A Certain Light’. Para quem gosta de guitarras que se sobressaem numa bela canção, ainda podem curtir a levada 60’s contagiante de ‘Alone But Not Alone’. ‘Visions of a Different World’ é a banda arriscando cantar à capela, e se saindo bem. Entretanto, o forte da banda é realmente esse casamento com o orquestrado, como fica provado em ‘The Real Work’ com uma melancolia soberana recheada de piano e violino.

:: NOTA: 7,8

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:: FAIXAS:
01 – The Talking Wind
02 – In a Certain Light
03 – Alone But Not Alone
04 – Falling Apart
05 – Side Effects
06 – The Real Work
07 – Root Systems
08 – Unmaking the Bed
09 – Visions of a Different World
10 – Holding Nothing Back
11 – Mouth of Flames
12 – The Open Sea

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:: Assista abaixo ao vídeo da bela ‘The Talking Wind’:

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