Selo Maxilar Music lança tributo nacional ao Kraftwerk


Um tributo Brasileiro a Kraftwerk

Tributos a banda alemã Kraftwerk – ícone da música eletrônica – há vários, como esse Um Tributo Brasileiro ao Kraftwerk (disponível para audição apenas no Youtube) recém lançado, poucos ou nenhum – em 2006 já havia sido lançado um outro tributo nacional ao alemães, Kraftworld – Brazilian Tribute to Kraftwerk (OUÇA).

Para além de render homenagem à “usina de força”, as versões aqui presentes buscam ir um pouco além, promovendo em alguns casos uma verdadeira subversão em relação a original, uma releitura. Essa busca por uma versão com feições próprias, mas mantendo elementos da origem rende resultados bem interessantes da primeira à última faixa, e coloca a compilação no patamar dos melhores tributos já feitos à banda das terras teutônicas.

As faixas escolhidas se concentram basicamente na “década aurea” da banda, indo de Autobahn a Trans-Europe Express, mas também contemplando canções do muitas vezes subestimado Music Non Stop (1985).

Organizado pelo selo Maxilar Music, do músico Gabriel Thomaz (Autoramas), o tributo prima também pela presença de nomes pouco conhecidos ou totalmente desconhecidos no cenário musical nacional, exceção à presença do próprio Gabriel e de Edu K (De Falla), que trazem justamente as versões menos azeitadas. A versão de “Geiger Counter (A Capella)”, parceria de Gabriel Thomaz e Guilherme Diamantino, por exemplo, soa como uma brincadeira, mas também como uma grande sacada; enquanto Edu se mantém bem próximo da original “Boing Boom Tschak”.

A feliz surpresa que a compilação nos apresenta é perceber (ou ratificar) a existência de tantas bandas/artistas nacionais singulares e criativos, porém tão pouco comentados ou divulgados, um ouro papel ao qual a coletânea se presta. Surpreendente, por exemplo,  a releitura ao estilo mangue-beat promovida por Gilmar Bola 8 em  “Spacelab”, que perde sua ambientação gélida e ganha um gingado totalmente brasileiro; ou a pegada Eletro-Rock de Anvil FX para “Showroom Dummies”, que ganha letra em português e se torna “Manequins”, assim como “Neon Lights” vira “Luz Neon”, para releitura de Walter & Kim que mantém o clima nostálgico mas com um toque de Psicodelia.

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Ao todo são treze faixas e, como já exposto, há outros “petiscos” a serem descobertos para além dos já citados, como a versão Surf Music/New Wave com toques futuristas de as Cigarras para “Pocket Calculator “, transformada em “Pocket Vacilator”. Mais que um punhado de bandas coverizando canções emblemáticas, para alguns quase sagradas, a compilação é das mais interessantes.


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