METROPOLIS: Lux Obscura (2018)


“Puzzles no meio de um cenário noir repleto de violência, sexo, e muitos personagens estranhos”

‘Metropolis: Lux Obscura’ é, com certeza, aquele jogo que chega com muitas polêmicas. Não é por menos. Revisitando a arte das clássicas noir comics, tendo como inspiração ‘Sin City (2005)’ e trazendo todo um universo brutal, insano e erótico, o jogo prova que videogames já não são tanto estereotipados como diversão para crianças. Problema é que o jogo traz o sexismo e o machismo em alta, e isso sempre vem num tom de contestação. Nada que você não tenha visto em produções cinematográficas que envolvam a Máfia, por exemplo. Então, isso sempre foi e será polêmica.

Se por um lado existam fatores que podem excluir o jogo de algumas vendas, apesar da faixa de classificação ser de 18 anos, por outro, a arte é charmosa. Claro que o jogo se faz valer do puzzle tipo Match 3 (combine 3 blocos parecidos, crie combos e jogadas estratégicas para acabar com o oponente). Digamos que poderia ser mais um Match 3 comum do mercado, entretanto os puzzles são intercalados durante a história que é quando nosso personagem principal, Jon Lockhart, enfrenta os oponentes e precisa vencer para seguir adiante. Num ambiente formado por mafiosos, arruaceiros, ladrões, garotas de strip-tease e traficante, Jon vai atravessando a cidade perigosa, cada oponente gera uma batalha até concluir a trama da história. O jogo é curto, mas existem 4 possíveis desfechos que depende de como o jogador vai escolher os lugares que visita e as ações que pratica.

O jogo é desafiante, porém nunca frustrante e com dificuldade extrema. O jogador precisa estudar suas jogadas para acabar com os inimigos, porque muitos deles tem o dobro da sua vitalidade (HP ou Health Points) além de possuírem golpes poderosos.

É preciso equilibrar os golpes e ficar de olho no HP para não chegar a zero e perder a batalha. Caso perca, o jogo continua dali, com os blocos ressurgidos de outra forma. Claro que há peças que te ajudam (como socos mais potentes e reconstituidores de HP) e aquelas que atrapalham o jogador e podem fazer você perder o jogo (os distintivos de polícia que, caso você colete, sacrifica um pouco do HP). Dessa forma, não estamos diante de um puzzle match 3 simples, e sim, mais estratégico e muito menos voltado para o fator sorte. Ao vencer o desafiante, o jogo lhe possibilita escolher uma habilidade (entre 4) que podem garantir desde socos mais fortes até mais ajuda na regeneração do HP entre os turnos. Sob esse aspecto, o jogo ganha uma ligeira nuance de RPG.

Infelizmente, além de ter o single-player curto, o jogo também não oferece um multiplayer offline, muito menos online. Seria interessante jogar com algum amigo, além do modo história. Para os fãs do gênero puzzle e para aqueles que querem uma narrativa típica dos filmes noir, ‘Metropolis: Lux Obscura’ é uma boa opção, apesar de efêmero. De qualquer forma a ideia foi interessante e em parte original porque mostra como um gênero pode ser encaixado dentro de outras possibilidades, talvez tenha faltado um retoque mais polido, quem sabe.

:: NOTA: 6,5

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:: FICHA TÉCNICA:
DESENVOLVEDORA: Kthulu Solutions
PUBLICADO POR: Sometimes You
GÊNEROS: Puzzle (3-match), jogo com escolhas
DURAÇÃO: 1 a 5 horas
:CLASSIFICAÇÃO: 18 anos (contém cenas de drogas, nudez, sexo e assassinatos)
PREÇO: 30 (quando em promoção chega a ter 60% de desconto)
PLATAFORMAS: PS4 (versão testada), PS Vita, Xbox One, Nintendo Switch e PC
MAIS INFORMAÇÕES: Metropolis Lux Obscura

 

 
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:: Assista abaixo ao trailer:

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