Babadook (The Babadook, 2014)


‘A diretora Jennifer Kent reaquece o gênero terror mostrando que não precisa de altos custos e muito sangue para prender o espectador até o final’.

Sem sangue ou sem vísceras, ‘Babadook’ incomoda e nos faz dormir pensando sobre ele.

Parecia até que estava de volta nos anos 80, quando pedia para minha mãe apagar a luz do quarto depois de alguma sessão de filme de terror. Eu lá, ainda com medo, debaixo da coberta, ficava pensando no monstro ou em tal cena que incomodava do filme. Desde o livro obscuro encontrado por Amelia (Essie Davis), passando pela surpreendente sonoplastia (o que é aquela cena do telefone?), e até mesmo pelas caras do garoto Samuel (numa atuação impecável de Noah Wiseman).

O longa é um dos meus preferidos no gênero terror de uns cinco anos pra cá.

‘Babadook’ pode vir, inevitavelmente, com alguns clichês. Porém, possui uma gama de fatores que o tornam indispensável de assistir.

A construção dos personagens, metáforas, os cenários, fotografia obscura, a atuação do elenco, roteiro que em nenhum momento cansa o espectador, questão do trauma psicológico, o medo que habita em todos nós. Isso sem contar a produção simples e a qualidade técnica desse filme australiano, comprovando a velha temática de que cinema não precisa se valer de orçamentos onerosos.

Evito entrar em mais detalhes e revelar spoilers (por conta disso a resenha ficou pequena). Os sites indicados abaixo revelam o que está por ser visto. De qualquer forma, essa película prende a atenção de forma crescente e agonizante, chegando a um final épico e de roer as unhas.

Um filme que não se revela facilmente, nos deixando ansiosos a cada frame e, depois, fazendo com que tenhamos várias interpretações. Fato ótimo, sobretudo para ter aquela conversa com amigos cinéfilos. Talvez falte isso no cinema atual.

O gênero terror ainda respira, e muito bem.

NOTA: 8,5

:: Mais sobre o filme:
Filmow
IMDB
Rotten Tomatoes

:: TRAILER

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